O QUE É RÁDIOAMADOR?
O radioamadorismo é um dos mais fascinantes, versáteis e instrutivos hobbies científicos, e teve início com os transmissores e receptores de ondas curtas. Hoje, já incorpora todos os aspectos de alta tecnologia envolvidos na construção, lançamento, rastreamento e operação de satélites.
O
Radioamadorismo é um Hobby, de Utilidade Pública,
reconhecido mundialmente, uma vez que além de sua Função
Principal, (troca de conhecimentos técnicos e fomentador
de amizades), é também um Auxiliar eficiente da Defesa
Civil de todos os paises, quer em acidentes como em catástrofes,
nos quais as comunicações normais são danificadas.
O Serviço de Radiomador é uma modalidade de radiocomunicações,
destinado ao treinamento próprio, à intercomunicação
e a investigações técnicas, levadas a efeito
por amadores devidamente autorizados, interessados na radiotécnica
a título pessoal , que não visam qualquer objetivo
pecuniário ou comercial ligado à exploração
do serviço, inclusive utilizando estações espaciais
situadas em satélites da Terra.
O Radioamadorismo não é somente um hobby para os Radio Amadores. Ele possibilita se bater papo, fazer amigos e conhecer pessoas. Alem disso, em caso de emergência ou calamidade pública eles são os primeiros a entrar em alerta para ajudar no que for possível, seja mantendo a comunicação entre duas cidades afetadas pela calamidade até que a comunicação normal seja restabelecida, ou socorrendo vitimas de acidentes em estradas e rodovias entre outras coisas.
Os contatos são feitos de estação para estação,
em HF (80,40,20,15 e 10 metros) e em VHF/UHF (144.000 a 435.000
Khz), em contato direto ou através de REPETIDORAS que possibilitam
comunicados a maiores distancias.
No Brasil, o interessado em obter um C.O.E.R. (Certificado de Operador
de Estação de Radioamador), terá que passar
por diferenciados testes que variam em tipo e dificuldade de acordo
com a classe almejada:
Classe 'D' = Prefixo ZZ
Legislação
Técnica Operacional
Ética operacional.
Classe 'C' = Prefixo PU
Todos os teste pertinentes a classe 'D'
Recepção Auditiva de Sinais de Código Morse
Transmissão de Código Morse.
Classe 'B' = Prefixo PY, PT, PP, etc.
Todos os Testes pertinentes a classe 'C'
Radioeletricidade.
Classe 'A' = Prefixo PY, PT, PP, Etc.
Todos os testes pertinentes a classe 'B'
Permanência mínima de um ano na classe 'B'.
Com o C.O.E.R. em mãos, o radioamador paga uma pequena taxa
de fiscalização para obter a Licença Para Funcionamento
de Estação, onde constará o indicativo, a classe
e a potência máxima permitida, além de outros
dados e algumas instruções.
Os indicativos são formados por um prefixo correspondente
a classe e a unidade da federação, seguido de um agrupamento
de duas ou três letras. No caso da classe 'C' e 'D' os prefixos
são ZZ e PU respectivamente, mas, no caso da classe 'B' e
'A', o prefixo muda de acordo com a unidade da federação.
2.
Quem são os radioamadores ?
Por definição consagrada oficialmente há décadas, o radioamador é a pessoa que utiliza ondas eletromagnéticas por interesse pessoal, em experiências e em comunicações, de âmbito mundial, com outras pessoas de interesses similares, "sem finalidades lucrativas".
Inexistindo política, racismo, religião ou negócio na prática do radioamadorismo, e tendo contatos em tempo real, o radioamadorismo une seu adepto com todos os outros - inclusive com os solitários nas regiões árticas e antártida, com aqueles a bordo de barcos (Ex: Amyr Klink, travessia a remo entre a costa do Brasil e África - "Cem dias entre o céu e o mar") bem como com tripulações de estações orbitais (Ex: Estação Russa MIR) - e é por isso chamado de "Um Mundo sem Fronteiras".
3. Como se tornar um radioamador ?
O radioamadorismo requer, para se tornar sério, um número de conhecimentos básicos, que por sua vez, cresce rapidamente com a prática durante os anos, especialmente através de leituras e de contatos com outros radioamadores, amplamente facilitados, devidos aos meios de comunicações oferecidos pelo próprio hobby.
Muito radioamadores começam como radioescutas (em alguns países, istó até é um requisito básico para o ingresso no radioamadorismo) e se familiarizam com os hábitos de operação, fraseologia, terminologia, equipamentos, antenas, condições de propagação e outros conhecimentos úteis.
Para obter o certificado de habilitação do radioamador, é necessário prestar exame perante a autoridade perante a qual compete a fiscalização dos serviços de telecomunicações, no caso do Brasil, o Ministério das Comunicações.
A necessidade de exames (que alguns chamam de barreiras) é óbvia: se alguém obtivesse habilitação e licença sem qualquer esforço, não cuidaria ciosamente de manter-se dentro dos regulamentos, pois não teria esforço investido, posto a perda total. Esse esforço para o ingresso é a melhor garantia da disciplina que reina nas faixas de freqüências de radioamador.
Os exames de habilitação são aplicados de acordo com a categoria de ingresso no serviço de radioamador. os exames, em número de três, abordam os seguintes assuntos:
Regulamentos, Legislação e Ética Operacional;
Radioeletricidade, e;
Recepção e Transmissão em Código Morse.
Esses exames são aplicados, de acordo com Classe (nível de adestramento) do candidato. As Classes de radioamador são as seguintes:
Radiomador Classe "D" (nível inicial)
Radiomador Classe "C"
Radiomador Classe "B"
Radiomador Classe "A" (nível mais avançado).
4. As faixas de freqüências distribuídas as Serviço de Radioamador :
Faixas
de Freqüências
Designação técnica Freqüências Nome
popular Particularidades
MF De 1.800 a 1.850 kHz 160 metros Contatos realizados a longas
distâncias:
(alcance mínimo de 40 km)
HF
De 3.500 a 3.800 kHz 80 metros
De 7.000 a 7.300 kHz 40 metros
De 10.138 a 10.150 kHz 30 metros
De 14.000 a 14.350 kHz 20 metros
De 18.068 a 18.168 kHz 17 metros
De 21.000 a 21.450 kHz 15 metros
De 24.890 a 24.990 kHz 12 metros
De 28.000 a 29.700 kHz 10 metros
VHF De 50 a 54 MHz 6 metros Contatos realizados a pequenas distâncias:
(alcance máximo de 50 km)
De
144 a 148 MHz 2 metros
De 220 a 225 MHz 1,3 metros
UHF De 430 a 440 MHz 70 centímetros
De 1.240 a 1.300 MHz 25 centímetros
5. Modalidades de transmissão :
Fonia: É a modalidade básica. É a transmissão que utiliza a própria voz do radioamador por intermédio de um microfone. Podemos dizer que é o contato mais presente do radioamador. Aos poucos, cada um conhece o outro pela característica e pela entonação particular de cada voz. Para contatos internacionais, existe a necessidade do conhecimento de uma outro idioma, particularmente o inglês.
Grafia: Também conhecido como CW ou Codigo Morse. A grafia foi a pioneira nas transmissões por rádio, pela simplicidade exigida nos circuitos transmissores. É a modalidade que apresenta o melhor desempenho diante de condições adversas de propagação. Tem como principal adversário, dentro do próprio radioamadorismo, a necessidade de treinamento auditivo para a tranmissão e recepção do Código Morse. Para contatos internacionais, não exige a necessidade do conhecimento de outro idioma visto que o Código Morse já é internacional.
Packet: É um tipo de modalidade de transmissão digital. Está no seu momento de maior difusão tendo em vista a popularização da computador. É um tipo de tranmissão livre de erros. Para se instalar uma estação de packet é necessário, além do rádio e do computador, um espécie de modem-rádio chamado de "TNC" responsável pela interface entre o rádio e o computador.
Outras não menos importantes mas, ainda pouco difundido na Brasil:
- RTTY.
- AMTOR.
- Transmissão por SATÉLITES AMADORES.
6. Conhecendo um pouco da história:
Conheça a história do Padre Roberto Landell de Moura, um brasileiro "visionário" que em 1893 patenteava um aparelho de sua invenção, que transmitia à distância a voz humana. Ou seja, 3 anos antes do italiano Guglielmo Marconi ser considerado o "Pai do Rádio".
7. Código de Ética do Radioamador:
O radioamadorismo por se tratar de um hobby praticado em todas as partes do mundo, envolvendo sentimentos, pensamentos e opiniões das mais variadas e, sabendo-se das dificuldades de relacionamento do comportamento humano, foi adotado o Codigo de Ética, concebido originalmente em 1928 pelo radioamador norte-americano Paul M. Segal e, oficializado pela União Internacional de Radioamadorismo - IARU em 1989.
